A Cidade

O secretário de Planejamento de Pirapora – MG, Luiz Antônio Pulcherio, reuniu-se nesta quarta-feira (25/04) em São Paulo, com a diretoria da Heineken Brasil – cervejaria holandesa que conquistou o mundo e vem crescendo ao longo dos anos com produtos de altíssima qualidade.

Também estiveram na reunião o diretor jurídico e presidente da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS), Alexandre Vieira e José Reis, o gerente de ambiente do Escritório de Promoção e Atração de Investimentos e Relacionamento Institucional de São Paulo do Banco do Nordeste, Humberto Leite, e os representantes da Heineken Brasil, Mariana Americano, Renato Bordini Megda e Flávio Galiano.

A visita teve objetivo de possibilitar a inclusão de  Pirapora no circuito de expansão da empresa multinacional, que ainda não possui  nenhuma indústria no estado de  Minas Gerais. No Brasil, a indústria tem mais de 13 mil funcionários e destacou-se no mercado atual com a aquisição da FEMSA Cerveza. Como terceira colocada no ranking das maiores cervejarias do país em 2015, com a aquisição da Brasil Kirin em 2017, a Heineken Brasil tornou-se a segunda no mercado brasileiro de cervejas. Seu portfólio de altíssimo nível tem as cervejas Eisenbahn, Kaiser, Amstel, Zero Grau, Baden Baden, Shin entre outras marcas, além de bebidas não alcoólicas. 

Durante a visita, foi apresentado um portfólio sobre o potencial da região do Norte de Minas, Vale do Jequitinhonha e Mucuri, destacando a cidade de Pirapora, que proporciona financiamentos especiais e incentivos fiscais municipais e via SUDENE,  importantes ferramentas de estímulo e atração de empreendimentos para a região.

Na reunião, o representante da  AMAMS falou sobre os benefícios fiscais da área mineira da Sudene. Nesse sentido, o representante do Banco do Nordeste, Humberto Leite, também propôs viabilizar  financiamentos e  empreendimentos em Pirapora. E o  secretário de Planejamento Luiz Antônio trouxe ao conhecimento dos presentes  as  características do município em comparação aos seus  vizinhos.

“Pirapora é rica em recursos hídricos, advindos do rio São Francisco, tendo alta disponibilidade energética por estar na rede de distribuição de energia e possui a maior Usina de Energia Solar da América Latina”, comentou o secretário.

Ele também mencionou a facilidade de transporte de uma futura produção, pelo  posicionamento geográfico estratégico, com ligação rodoviária aos principais centros de consumo do país e pela presença Terminal Intermodal Ferroviário, que abrange diversos tipos de cargas.

Os representantes da Heineken Brasil demonstraram enorme satisfação com o encontro, deixando os visitantes cientes de que Pirapora passará a ser observada nos planos de expansão da empresa, cujas  decisões são tomadas na Holanda, país onde se localiza a matriz da multinacional.

A prefeita Marcella Fonseca, ficou bastante entusiasmada com o sucesso da reunião e afirmou que “essa é uma, dentre muitas visitas que serão feitas a diversas empresas pelo país, mostrando as vantagens de se investir em Pirapora. Nossa cidade está de portas abertas para o desenvolvimento,” finalizou a prefeita.

Fonte: Prefeitura Municipal de Pirapora

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A Cidade

Os municípios mineiros podem ter, a partir de agora, uma legislação específica para salvaguarda das famílias circenses, incentivando os circos a permanecerem nas cidades. Essa foi uma das deliberações do Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep), em reunião com seus membros na sede do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), em Belo Horizonte.

Na mesma reunião também foi aprovado, por unanimidade, o tombamento do Centro Educacional de Buritizeiro da Fundação Caio Martins (Fucam), antiga Escola de Aprendizes Marinheiros, em Buritizeiro, na região Norte de Minas.

Salvaguarda circense

O incentivo por parte dos municípios para que os circos se instalem nas cidades também será fator de pontuação no ICMS Patrimônio Cultural. A presidente do Iepha-MG, Michele Arroyo, afirma que o circo deve ser visto com uma ação tradicional que tem valor como patrimônio cultural para o estado.

“A ideia é que as prefeituras se estruturem para que tenham legislação, decretos ou lei específica, que facilite e incentive a instalação e permanência do circo na cidade”, diz a presidente do Iepha-MG.

“Pode ser facilitação de emissão de alvará de localização, isenção de taxas, liberação de instalação de fornecimento de água no local, assim como acesso a outros serviços públicos em geral como acesso à rede educacional e à rede de saúde pública para a família circense durante os meses em que o circo estiver na cidade, dentre outros”, enumera Arroyo.

Centro Educacional de Buritizeiro da Fucam

O tombamento do prédio da antiga Escola de Aprendizes Marinheiros, em Buritizeiro, no Norte de Minas, é o reconhecimento da edificação pelo seu valor arquitetônico e histórico. “A antiga escola tem uma importância simbólica viva até hoje no imaginário das pessoas da região”, considera Michele Arroyo.

Ela ressalta que a existência desta escola naval revela que o estado já tinha políticas públicas voltadas para a formação de marinheiros e a utilização não apenas da área marítima, mas também dos rios navegáveis para transporte de mercadorias e transporte de pessoas.

“Isso é muito importante em função de grandes rios que temos nesta região, como o Rio das Velhas e o Rio São Francisco. Observamos que existia um posicionamento estratégico dessa antiga escola junto de uma ferrovia, exatamente para propiciar esse crescimento dessa região”, diz a presidente do Iepha-MG.

O secretário adjunto de estado de Cultura de Minas Gerais, João Miguel, que presidiu a reunião do Conep também destacou a importância do tombamento. “A Escola de Aprendizes de Marinheiro de Buritizeiro é um grande patrimônio dos mineiros. Trata-se de um prédio de muita importância para a região, para o estado de Minas Gerais e para o Brasil”, salienta João Miguel.  “A região de Buritizeiro congrega história, passado e também projeção para o futuro”, afirma.

História

A Escola de Aprendizes Marinheiros é de 1913, e fica na margem esquerda do rio São Francisco, no lado oposto ao porto de Pirapora, no município de Buritizeiro. A finalidade da instituição era o fortalecimento da defesa nacional por meio do aparelhamento da Marinha e da renovação da força da sua mão de obra foram criadas desde 1840.  Até dezembro de 1920, quando o governo determinou seu fechamento, funcionou como a única escola de aprendizes marinheiros no estado.

O projeto dos prédios é de autoria do arquiteto italiano Miguel Micussi, que teve escritório em Belo Horizonte e foi o responsável por diversos projetos na cidade de Pirapora. As características materiais e de criação artística das edificações mostra que Micussi projetava as edificações com conhecimento artístico e clareza de concepção, de acordo com as correntes artísticas do momento.

A construção foi iniciada em 1910, com a execução a cargo do Capitão de Fragata Dr. Tancredo Burlamaqui de Moura, e sua qualidade técnica estava em sintonia com o que se fazia em centros urbanos maiores, conectados à região pela Estrada de Ferro Central do Brasil.

O conjunto arquitetônico se distingue por ter abrigado também outras instituições de importância para a região: a partir de 1922, o Hospital Regional Carlos Chagas, referência na luta contra as epidemias que assolavam o sertão são-franciscano, e, a partir de 1952, o Centro Educacional de Buritizeiro da Fundação Caio Martins (Fucam), ainda hoje prestigiada instituição de ensino em Minas.

ICMS Patrimônio Cultural

Na mesma reunião, o Conep deliberou também algumas alterações pontuais nas normas para a apresentação da documentação relativa ao ICMS Patrimônio Cultural. Trata-se da consolidação de um processo que se iniciou em 2015, início da atual gestão e busca implementar uma política que facilite o acesso e permita uma distribuição mais equânime dos recursos advindos do ICMS Patrimônio Cultural.

“A política implementada nessa gestão contribuiu muito para uma divisão mais democrática do retorno desse orçamento do ICMS a municípios que pontuavam muito pouco ou não tinha acesso aos recursos advindos do ICMS Patrimônio Cultural”, avalia a presidente do Iepha-MG.  “Foi feito um movimento por parte do Iepha-MG e do Governo do Estado para incentivar os municípios que não tinham ações de preservação do patrimônio cultural passassem a ter”, afirma a presidente Michele Arroyo.

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